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- Today

A superestrela da música latina, Juanes, acendeu a praça TODAY com a ‘linguagem universal’

Para a audiência americana, o Juanes não é muito conhecido. Mas pelo mundo afora, o músico colombiano é um dos roqueiros mais comentados, o que ele provou na sua visita na praça TODAY na segunda-feira.

“Tenho cantada em espanhol desde que comecei minha carreira solo, e temos viajado por todo o mundo cantando em espanhol,” ele disse, mostrando que sua música parece transcender a linguagem. “É algo muito especial para nós, e faz com que eu me sinta próximo de minha essência. Mas ao mesmo tempo, te dá a oportunidade de conectar com as pessoas (que falaram) diferentes linguagns. Não importa de onde você é, música é uma linguagem universal.”

Com diversos Grammys e singles número 1 — e mais de 9 milhões de seguidores no Twitter — o Juanes sparece estar pronto para finalmente fincar os pés nos EUA. Ele gravou seu novo álbum, “Loco de Amor”, em Los Angeles, e já está em número 1 em vários países.

E como ele provou na segunda-feira, ele está disposto a acordar bem cedo para ter certeza que a audiência do TODAY vai escutar sua música. “Estou muito feliz de estar em Nova York!” ele disse, e tocou suas músicas, “La Luz” e “Mil Pedazos.”

Assista abaixo a apresentação de ontem do Juanes no Today Show:

- El Lavadero

Juanes deseja falar com a Negra Candela?

O músico paisa, Juan Esteban Aristizábal, esteve em Bogotá e William Rico, jornalista do ‘Espectáculo RCN’, teve a honra de entrevistá-lo, mas o mais curioso desse encontro foi que o artista perguntava o tempo todo se a entrevista seria para ‘El Lavadero’. Será que o Juanes tem algo a dizer à Negra Candela?

Link para o vídeo.

Obs: Infelizmente o vídeo está bloqueado para o Brasil.

- RPP

Juanes: O pânico criativo pertence ao passado

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Juanes está realizado! Como homem e como artista, disse em sua estada por Madrid, para apresentar o que considera “o melhor disco” de sua trajetória, um álbum rockeiro dedicado ao amor com o que enterra, definitivamente, uma profunda crise vital e o “pânico” da partitura em branco.

“Esse é o disco que mais sonhei em fazer, é o melhor da minha carreira até agora e eu sinto que estou em um momento muito especial, particularmente, mas também como cantor, compositor e guitarrista”, disse em entrevista a EFE, o artista colombiano na apresentação de “Loco de amor”. (Universal Music).

Seu sexto álbum de estúdio, que já alcançou o primeiro lugar em vendas em vários países latino americanos, chegará às lojas da Espanha no dia 22 de abril, muito embora os leitores de El Pais, poderão adquirir juntamente com o jornal, uma edição especial em formato de livro-disco, a partir do dia 6 de abril.

Melhor “Louco de amor”, que um louco amarrado, deve ter pensado Juanes quando, na metade da turnê do álbum “P.A.R.C.E” (2010), parou no caminho e cortou as relações com seu ex representante, a única pessoa que não o apoiou em sua saída temporária.

“Estava preso em minha própria invenção, encarcerado, com medo e cansado de tudo, a ponto de explodir. Foram oito anos de trabalho maravilhoso, êxito e alegrias, pagando um preço pessoal e criativo muito alto. Praticamente eu me odiava, estava super exposto, quase queimado”, escreve em sua autobiografia “Persiguiendo El sol”, na qual relata sobre o duro distanciamento com sua mulher e família.

Superada a crise – “agora está tudo muito bem”-, assegura o cantor, há material suficiente para falar de amor.

“É a força mais importante que temos. Não sempre significa alegria, é também a entrega, dificuldade, tolerância e aceitar a si mesmo”, opina o intérprete de “La camisa negra”, e ressalta que “o amor é algo complexo para qualquer ser humano”.

Na composição das músicas, que refletem todas as facetas desse sentimento, há majoritariamente uma base real, de lembranças próprias e alheias, e uma nova maneira de trabalhar.

“Escrevi todos os textos e compartilhei com colegas para que os corrigissem e acrescentassem apontamentos, como abrir uma janela para deixar o vento fresco entrar”, explica o artista, vencedor de 19 prêmios Grammy Latinos e 2 prêmios Grammy Anglo, para quem o tempo do “pânico criativo”, ficou para atrás.

Antes que tal ocorresse, Juanes necessitou voltar a se motivar. Para tanto, fez uma “viagem a infância” e deixou de escutar “tanto barulho do lado de fora”, em favor da “voz interior”, uma voz que, em seu caso, soa com fundo de Metallica e Iron Maiden.

“Voltei a ouvi-los nessa mesma manhã”, confessa sorrindo, o músico com passado metaleiro.

Depois da pausa, a gravação de um acústico para a MTV serviu para esquentar os motores e, ademais, para se reencontrar com as pessoas, se motivar no palco e para compor.

Desta forma, surgiram dois esboços de canções, que, já delineadas, se converteram no gérmen de seu novo trabalho: “Delirio” e “Me enamoré de ti”.

Na hora de delinear estas e as demais canções, o motivo determinante foi a inclusão de Steve Lllywhite no projeto, produtor habitual de grandes bandas de rock como U2, The Rolling Stones e The Killers.

“Trabalhar com ele foi a melhor experiência da minha vida. É uma pessoa cheia de energia, muito apaixonado, o que lhe vem a mente ele diz e é muito ousado”, destaca Juanes que convidou o britânico a Medellín, para que entendesse a sua arte.

A ousadia do produtor, que queria utilizar somente guitarras acústicas, contagiou Juanes. “O que importa é a atitude”, e, certamente, Juanes acredita agora que, apesar dos instrumentos, esse disco soa “muito elétrico” .

Uma clara descrição de ambos os espíritos, é a champeta “La Luz”, que é o mesmo som que surge quando a África atraca no Atlântico colombiano, isto com o atrativo adicional de Manuel Del Real (“Meme”, de Café Tacvba).

Juanes está de volta com as máquinas a pleno funcionamento, como a “Fênix” ao que indica uma de suas novas canções.

“O espaço da música na minha vida é o mesmo. Minha família é algo sagrado e intocável, mas, para ser feliz, preciso estar na música, e eles sabem disso. É questão de organizar o tempo para manter o equilíbrio em ambos”, disse Juanes que esperar trazer sua nova turnê à Espanha, no final do ano.


Tradução por Maria Esther Olmedo.

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- Clarín

JUANES: “Minha música tem a ver com o que eu sou”

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O colombiano assegura ter feito o disco da sua vida com “Loco de amor”. Conta como foi sua crise criativa depois de tanto sucesso e tantas viagens, e sustenta que recuperou a liberdade de “fazer as coisas como quero”.

“Dizia no estúdio a Steve que se eu morresse amanhã me sentia super feliz de ter deixado um disco que resumia tudo que eu era como músico”. Steve é Lylliwhite, e o autor da frase é Juanes. Está muito claro que o colombiano ficou mais que contente com seu último disco, Loco de amor, que contou com a produção de uma eminência no assunto como Lylliwhite. Cerveja pela metade, antes de sua apresentação em San Juan na Festa do Sol, o cantor transborda alegria e, em especial, satisfação pela peça concluída.

Este álbum não é mais um na carreira de Juanes. Além de que ele diga que é “o melhor”de sua carreira, o colombiano vinha de uma grande frustração com P.A.R.C.E, seu último trabalho de estúdio. Depois o MTV Unplugged que gravou em fevereiro de 2012, com direção musical de Juan Luiz Guerra, Loco de amor era uma aposta. “Passei por um momento criativo muito incomum. Estava bloqueado totalmente. Com esse álbum me disse “quero fazer o que realmente eu gosto, o que me sai da alma, sem ter que mostrar nada a ninguém” reconhece Juanes.

Crise criativa, cansaço, esgotamento mental. O sucesso que conseguiu em um prazo muito curto a custa de uma enxurrada de “hits” acabou passando a conta. A exposição , as viagens e esse ter que demonstrar o que fala o colombiano, terminaram por afastá-lo do que ele sempre havia querido: fazer música. “o mesmo sucesso te vai levando a um lugar onde você começa a perder-se. Com P.A.R.C.E me dei “pah” (faz um gesto de um golpe de punho fechado) super duro com a realidade e sacrifiquei minha parte criativa. Em perspectiva entendo o que passou nesse momento.

Essa crise foi pelo ambiente, pelo sucesso ou pessoal?
Tudo junto, e o cansaço também. Os anos, as viajes, não parar. Você se envolve e isso te põe louco. Estava tão aborrecido que num momento disse “chega, não quero trabalhar mais”. Foram uns meses que eu me saneava em casa e dizia “que vou fazer com minha vida. Estou louco. Que estou fazendo? Já não quero fazer o que mais amo”.

Um músico também pode sentir strees.
O mesmo que pode passar comigo, pode passar com qualquer pessoa em qualquer trabalho. Estive uns 7 ou 8 anos sem parar. Foi uma época super louca. Três, quatro voltas ao mundo, minha filha nasceu e eu estive duas horas com ela. Coisas muito dolorosas, entende.

(Juanes é casado com a ex-rainha da beleza, modelo e atriz Karen Martinez, com quem tem três filhos: Luna, Paloma e Dante). Como quando está em uma corrida de atletismo e começa a sentir dor no joelho, e de repente “Pah” complica. tem que parar, fazer a cirurgia, descansar e fazer terapia. Sinto que é isso que passou comigo.

E desse período de quase ressurreição artística nasce Loco de amor. O álbum foi gravado durante dois meses em Los Angeles, com a particularidade de que foi feito com um conjunto de blocos. “É muito mais divertido e mais fácil na hora de tocar ao vivo, já sabe que funcionou”, explica o homem nascido em Medellin.

“O que mais gostei do Steve (Lylliwhite, que produziu entre outros U2, Rolling Stones e Morrisey) foi que ele me disse “para ver se posso trabalhar com você, devo te ver trabalhando em sua terra”. Então foi a Medellin ver-me em um show. Como Steve não fala nada de espanhol, o presidente da Universal sugeriu alguém mais, e assim surgiu Meme (Emmanuel Del Real). Me parece um super músico, além de que o conheço faz muitos anos e o admiro. No princípio eu queria trabalhar com guitarras elétricas, e assim fizemos as demos, mas logo Steve sugeriu que fossem acústicas. Logo trouxemos uma guitarra pequenininha, um instrumento colombiano, que se chama “tiple”(agudo). Fui muito acertado, pq isso deu suavidade ao som”, comenta, entusiasmado.

Uma das canções, “La Verdad”, parece ter influências do pop britânico. Tem algo disso?
Sim, o falsete é algo que eu quase não havia usado em meus discos. Em geral a produção do som que Steve fez foi meio anos oitenta e me fascina, gosto muito da música dessa época, a bateria com reverberações.

Além dessa canção em particular, como definiria seu estilo? Se enquadra em algum ramo?
É difícil? Eu diria que minha música tem a ver com o que sou. Gosto de música popular, do povo. E gosto muito de rock. Trato de misturar esses dois mundos, e talvez onde se encontrem. E sobre tudo o que valorizo é ter minha liberdade de fazer coisas como quero e não me por a fazer algo porque é desse gênero e de repente já não tem mais nada.
E nesse ponto de convergência se encontram o metal, até os tangos de Carlos Gardel que catava seu pai ou a música folclórica argentina com Los Visconti ou Los Cjalchaleros, e a veia da trova cubana com Silvio Rodrigues, no mais alto. Na hora da composição, conta que a etapa de maior criatividade foi quando chegou em Los Angeles, sem contrato assinado e conheceu Gustavo Santaolalla. Quando o sucesso ainda não havia batido em sua porta. “Meu primeiro disco foi escuro, angustiado, estava como que brigando com o mundo”, afirma. Mas há um passo que nesse momento não deu.

Sendo uma figura de importância internacional, porque não gravou em inglês?
Quando começamos a ir a lugares como Alemanha nos demos conta que o espanhol podia funcionar. Depois me passou a tentação de dizer “hey porque não canto em inglês e vejo o que acontece”, mas fiz algumas experiências e me sinto cantando como se não fosse eu. Não é natural em mim. Não posso escrever em inglês, continuo pensando em espanhol”.

Por que da Colômbia vem os dois músicos de maior sucesso da América Latina a nível mundial?
Carlos Vives abriu o caminho. Deu um espaço diferente a Colômbia na música. Depois Shakira a reinventou por todos os lados. Colômbia sofreu tanto, com um conflito de mais de 50 anos, que isso fez que a arte na Colômbia revolucionou muito. Ela mudou a visão que a Colômbia é um lugar de loucos; segue tendo problemas e conflitos a nível social, mas está avançando bastante.


Tradução por Rosangela Di Bernardo.


O CD Loco de Amor será vendido em uma versão exclusiva para os leitores do jornal El País.

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O lançamento do CD normal está marcado para dia 22 de abril na Espanha, mas quem quiser pode desembolsar 9,95 euros junto com a compra do jornal e ter uma versão exclusiva de Loco de Amor com livro. A venda do CD + livro será a partir do domingo, 6 de abril, até as duas semanas seguintes.

Obs: Infelizmente não fazem envio para fora da Espanha.