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- RPP

Juanes: O pânico criativo pertence ao passado

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Juanes está realizado! Como homem e como artista, disse em sua estada por Madrid, para apresentar o que considera “o melhor disco” de sua trajetória, um álbum rockeiro dedicado ao amor com o que enterra, definitivamente, uma profunda crise vital e o “pânico” da partitura em branco.

“Esse é o disco que mais sonhei em fazer, é o melhor da minha carreira até agora e eu sinto que estou em um momento muito especial, particularmente, mas também como cantor, compositor e guitarrista”, disse em entrevista a EFE, o artista colombiano na apresentação de “Loco de amor”. (Universal Music).

Seu sexto álbum de estúdio, que já alcançou o primeiro lugar em vendas em vários países latino americanos, chegará às lojas da Espanha no dia 22 de abril, muito embora os leitores de El Pais, poderão adquirir juntamente com o jornal, uma edição especial em formato de livro-disco, a partir do dia 6 de abril.

Melhor “Louco de amor”, que um louco amarrado, deve ter pensado Juanes quando, na metade da turnê do álbum “P.A.R.C.E” (2010), parou no caminho e cortou as relações com seu ex representante, a única pessoa que não o apoiou em sua saída temporária.

“Estava preso em minha própria invenção, encarcerado, com medo e cansado de tudo, a ponto de explodir. Foram oito anos de trabalho maravilhoso, êxito e alegrias, pagando um preço pessoal e criativo muito alto. Praticamente eu me odiava, estava super exposto, quase queimado”, escreve em sua autobiografia “Persiguiendo El sol”, na qual relata sobre o duro distanciamento com sua mulher e família.

Superada a crise – “agora está tudo muito bem”-, assegura o cantor, há material suficiente para falar de amor.

“É a força mais importante que temos. Não sempre significa alegria, é também a entrega, dificuldade, tolerância e aceitar a si mesmo”, opina o intérprete de “La camisa negra”, e ressalta que “o amor é algo complexo para qualquer ser humano”.

Na composição das músicas, que refletem todas as facetas desse sentimento, há majoritariamente uma base real, de lembranças próprias e alheias, e uma nova maneira de trabalhar.

“Escrevi todos os textos e compartilhei com colegas para que os corrigissem e acrescentassem apontamentos, como abrir uma janela para deixar o vento fresco entrar”, explica o artista, vencedor de 19 prêmios Grammy Latinos e 2 prêmios Grammy Anglo, para quem o tempo do “pânico criativo”, ficou para atrás.

Antes que tal ocorresse, Juanes necessitou voltar a se motivar. Para tanto, fez uma “viagem a infância” e deixou de escutar “tanto barulho do lado de fora”, em favor da “voz interior”, uma voz que, em seu caso, soa com fundo de Metallica e Iron Maiden.

“Voltei a ouvi-los nessa mesma manhã”, confessa sorrindo, o músico com passado metaleiro.

Depois da pausa, a gravação de um acústico para a MTV serviu para esquentar os motores e, ademais, para se reencontrar com as pessoas, se motivar no palco e para compor.

Desta forma, surgiram dois esboços de canções, que, já delineadas, se converteram no gérmen de seu novo trabalho: “Delirio” e “Me enamoré de ti”.

Na hora de delinear estas e as demais canções, o motivo determinante foi a inclusão de Steve Lllywhite no projeto, produtor habitual de grandes bandas de rock como U2, The Rolling Stones e The Killers.

“Trabalhar com ele foi a melhor experiência da minha vida. É uma pessoa cheia de energia, muito apaixonado, o que lhe vem a mente ele diz e é muito ousado”, destaca Juanes que convidou o britânico a Medellín, para que entendesse a sua arte.

A ousadia do produtor, que queria utilizar somente guitarras acústicas, contagiou Juanes. “O que importa é a atitude”, e, certamente, Juanes acredita agora que, apesar dos instrumentos, esse disco soa “muito elétrico” .

Uma clara descrição de ambos os espíritos, é a champeta “La Luz”, que é o mesmo som que surge quando a África atraca no Atlântico colombiano, isto com o atrativo adicional de Manuel Del Real (“Meme”, de Café Tacvba).

Juanes está de volta com as máquinas a pleno funcionamento, como a “Fênix” ao que indica uma de suas novas canções.

“O espaço da música na minha vida é o mesmo. Minha família é algo sagrado e intocável, mas, para ser feliz, preciso estar na música, e eles sabem disso. É questão de organizar o tempo para manter o equilíbrio em ambos”, disse Juanes que esperar trazer sua nova turnê à Espanha, no final do ano.


Tradução por Maria Esther Olmedo.

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- Clarín

JUANES: “Minha música tem a ver com o que eu sou”

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O colombiano assegura ter feito o disco da sua vida com “Loco de amor”. Conta como foi sua crise criativa depois de tanto sucesso e tantas viagens, e sustenta que recuperou a liberdade de “fazer as coisas como quero”.

“Dizia no estúdio a Steve que se eu morresse amanhã me sentia super feliz de ter deixado um disco que resumia tudo que eu era como músico”. Steve é Lylliwhite, e o autor da frase é Juanes. Está muito claro que o colombiano ficou mais que contente com seu último disco, Loco de amor, que contou com a produção de uma eminência no assunto como Lylliwhite. Cerveja pela metade, antes de sua apresentação em San Juan na Festa do Sol, o cantor transborda alegria e, em especial, satisfação pela peça concluída.

Este álbum não é mais um na carreira de Juanes. Além de que ele diga que é “o melhor”de sua carreira, o colombiano vinha de uma grande frustração com P.A.R.C.E, seu último trabalho de estúdio. Depois o MTV Unplugged que gravou em fevereiro de 2012, com direção musical de Juan Luiz Guerra, Loco de amor era uma aposta. “Passei por um momento criativo muito incomum. Estava bloqueado totalmente. Com esse álbum me disse “quero fazer o que realmente eu gosto, o que me sai da alma, sem ter que mostrar nada a ninguém” reconhece Juanes.

Crise criativa, cansaço, esgotamento mental. O sucesso que conseguiu em um prazo muito curto a custa de uma enxurrada de “hits” acabou passando a conta. A exposição , as viagens e esse ter que demonstrar o que fala o colombiano, terminaram por afastá-lo do que ele sempre havia querido: fazer música. “o mesmo sucesso te vai levando a um lugar onde você começa a perder-se. Com P.A.R.C.E me dei “pah” (faz um gesto de um golpe de punho fechado) super duro com a realidade e sacrifiquei minha parte criativa. Em perspectiva entendo o que passou nesse momento.

Essa crise foi pelo ambiente, pelo sucesso ou pessoal?
Tudo junto, e o cansaço também. Os anos, as viajes, não parar. Você se envolve e isso te põe louco. Estava tão aborrecido que num momento disse “chega, não quero trabalhar mais”. Foram uns meses que eu me saneava em casa e dizia “que vou fazer com minha vida. Estou louco. Que estou fazendo? Já não quero fazer o que mais amo”.

Um músico também pode sentir strees.
O mesmo que pode passar comigo, pode passar com qualquer pessoa em qualquer trabalho. Estive uns 7 ou 8 anos sem parar. Foi uma época super louca. Três, quatro voltas ao mundo, minha filha nasceu e eu estive duas horas com ela. Coisas muito dolorosas, entende.

(Juanes é casado com a ex-rainha da beleza, modelo e atriz Karen Martinez, com quem tem três filhos: Luna, Paloma e Dante). Como quando está em uma corrida de atletismo e começa a sentir dor no joelho, e de repente “Pah” complica. tem que parar, fazer a cirurgia, descansar e fazer terapia. Sinto que é isso que passou comigo.

E desse período de quase ressurreição artística nasce Loco de amor. O álbum foi gravado durante dois meses em Los Angeles, com a particularidade de que foi feito com um conjunto de blocos. “É muito mais divertido e mais fácil na hora de tocar ao vivo, já sabe que funcionou”, explica o homem nascido em Medellin.

“O que mais gostei do Steve (Lylliwhite, que produziu entre outros U2, Rolling Stones e Morrisey) foi que ele me disse “para ver se posso trabalhar com você, devo te ver trabalhando em sua terra”. Então foi a Medellin ver-me em um show. Como Steve não fala nada de espanhol, o presidente da Universal sugeriu alguém mais, e assim surgiu Meme (Emmanuel Del Real). Me parece um super músico, além de que o conheço faz muitos anos e o admiro. No princípio eu queria trabalhar com guitarras elétricas, e assim fizemos as demos, mas logo Steve sugeriu que fossem acústicas. Logo trouxemos uma guitarra pequenininha, um instrumento colombiano, que se chama “tiple”(agudo). Fui muito acertado, pq isso deu suavidade ao som”, comenta, entusiasmado.

Uma das canções, “La Verdad”, parece ter influências do pop britânico. Tem algo disso?
Sim, o falsete é algo que eu quase não havia usado em meus discos. Em geral a produção do som que Steve fez foi meio anos oitenta e me fascina, gosto muito da música dessa época, a bateria com reverberações.

Além dessa canção em particular, como definiria seu estilo? Se enquadra em algum ramo?
É difícil? Eu diria que minha música tem a ver com o que sou. Gosto de música popular, do povo. E gosto muito de rock. Trato de misturar esses dois mundos, e talvez onde se encontrem. E sobre tudo o que valorizo é ter minha liberdade de fazer coisas como quero e não me por a fazer algo porque é desse gênero e de repente já não tem mais nada.
E nesse ponto de convergência se encontram o metal, até os tangos de Carlos Gardel que catava seu pai ou a música folclórica argentina com Los Visconti ou Los Cjalchaleros, e a veia da trova cubana com Silvio Rodrigues, no mais alto. Na hora da composição, conta que a etapa de maior criatividade foi quando chegou em Los Angeles, sem contrato assinado e conheceu Gustavo Santaolalla. Quando o sucesso ainda não havia batido em sua porta. “Meu primeiro disco foi escuro, angustiado, estava como que brigando com o mundo”, afirma. Mas há um passo que nesse momento não deu.

Sendo uma figura de importância internacional, porque não gravou em inglês?
Quando começamos a ir a lugares como Alemanha nos demos conta que o espanhol podia funcionar. Depois me passou a tentação de dizer “hey porque não canto em inglês e vejo o que acontece”, mas fiz algumas experiências e me sinto cantando como se não fosse eu. Não é natural em mim. Não posso escrever em inglês, continuo pensando em espanhol”.

Por que da Colômbia vem os dois músicos de maior sucesso da América Latina a nível mundial?
Carlos Vives abriu o caminho. Deu um espaço diferente a Colômbia na música. Depois Shakira a reinventou por todos os lados. Colômbia sofreu tanto, com um conflito de mais de 50 anos, que isso fez que a arte na Colômbia revolucionou muito. Ela mudou a visão que a Colômbia é um lugar de loucos; segue tendo problemas e conflitos a nível social, mas está avançando bastante.


Tradução por Rosangela Di Bernardo.


O CD Loco de Amor será vendido em uma versão exclusiva para os leitores do jornal El País.

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O lançamento do CD normal está marcado para dia 22 de abril na Espanha, mas quem quiser pode desembolsar 9,95 euros junto com a compra do jornal e ter uma versão exclusiva de Loco de Amor com livro. A venda do CD + livro será a partir do domingo, 6 de abril, até as duas semanas seguintes.

Obs: Infelizmente não fazem envio para fora da Espanha.

- Vanguardia

EM SUA PRIMEIRA SEMANA “LOCO DE AMOR” RECEBE 12 DISCOS DE PLATINA

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A menos de uma semana do lançamento mundial de “Loco de Amor”, Juanes recebeu 12 discos de platina na Colômbia, pelas vendas de sua mais recente produção discográfica.

Este reconhecimento se soma a sua exitosa apresentação no programa “The Tonight Show de Jimmy Fallon”, pois foi o primeiro artista latino a fazer uma apresentação musical nesse reconhecido programa de televisão americano.

Além disso, quarta passada o roqueiro colombiano apresentou pela primeira vez aos seus fãs as músicas que compõem Loco de amor através do Terra Live Music in Concert, transmitido ao vivo, digitalmente para todo o mundo.

Após o grande sucesso com “Juanes MTV Unplugged”em 2012, Juanes voltou aos estúdios de gravação em companhia de Steve Lillywhite, reconhecido produtor de artistas do porte de Rolling Stones, The Killers e U2.

“Loco de Amor” é o primeiro projeto em espanhol produzido por Lillywhite, e contará com a participação do compositor e produtor mexicano Emmanuel “Meme”del Real, integrante de Café Tacvba.
Foi seu talento inconfundível e seu exigente grupo de trabalho que colocou “Loco de amor” como um dos melhores trabalhos do cantor, seu disco se encontra disponível e de maneira exclusiva em 161 lojas do Êxito e 66 Carulla nacionalmente.

O amor, o desamor, as relações e a vontade de alcançar os sonhos são alguns dos temas nos quais Juanes se inspirou para comport temas como “Laberinto”, “Corazón Invisible”, “Persiguiendo El Sol” e Üna Flor”.

Tobi Tobón, o famosos guitarrista colombiano, contribui de maneira excepcional nesse trabalho tocando o agudo, um tradicional instrumentos andino.

Nesta semana Juanes chegou a capital colombiana para falar com as mídias, continuando sua turnê promocional e estará em sua cidade natal Medellin, onde realizará uma sessão de autógrafos no sábado 15 de marça nas instalações do Êxito de Envigado a partir das 4 da tarde.

Depois a vez será de Bogotá, domingo 16 de março no Êxito da rua 80 a partir das duas da tarde.

Os dois últimos discos de Juanes – MTV Unplugged e Loco de Amor – venderam mais de 250 mil cópias na Colombia.


Tradução por Rosangela Di Bernardo.

- El Espectador

Juanes fala de “loco de amor” seu novo álbum

“Nesse disco, o agudo é Colombia” – Juanes

O artista confessa que regressou ao rock na honestidade e que não lhe fez falta os sons latinos característicos de seu passado recente.

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Em “loco de amor” realizou o exercício de co-autoria convidando Miguel Bosé, Emmanuel del Real e Raquel Sofia. Como se sentiu com essa atividade conjunta?
Nesse caso foi muito produtiva. Eu levava mais de dez anos compondo musicas sozinho e em um momento senti a necessidade de abrir a janela para que entrasse ar fresco e buscar a renovação na linguagem. Escrevi todos os textos e aí comecei a compartilhar o material, algo com Miguel Bosé, outro tanto com Emmanuel del Real e outro com Raquel Sofia. Elles fizeram o exercício de escutar e proporam muito. Foi como voltar a faculdade e mudar o método.

Este disco tem um Edição de Luxo com duas músicas mais e um por trás das câmeras da gravação. Como escolheu o que devia ir no disco normal e o que queria destinar a este registro alternativo?
Para mim esse momento é muito complicado. Durante as sessões de gravação tínhamos uma lista das canções grudado na parede para estabelecer a ordem, e no processo devia selecionar dois discos, um de onze e outro de treze. No final as faixas bônus (Fenix e Balada) tem um significado especial para mim, mas são para o fã mas fiel.

Jorge Velosa disse que as canções se parecem porque são da mesma família. Pensa o mesmo?
Claro que sim. Eu, por exemplo, realizo a seleção dos temas por grupos. Em um grupo estão as latinas, em outro as baladas, em outro os rocks, mas no fim das contas se parecem porque se trata tão somente de sete notas.

No álbum, experimenta com o agudo e o ukelele. Como surgiu essa idéia?
A experiência com o agudo chegou graças ao MTV Unplugged. Quando estávamos gravando esse disco, Fernando Toby Tobón, tinha um “set” completo de instrumentos de corda e foi o produtor Steve Lillywhite quem disse que devíamos incluir esse som. Eu fiquei feliz porque, no disco, o agudo é Colombia, está relacionado com nosso folclore. Por sorte, ele se apaixonou pelo instrumentos e o tomamos como uma extensão da guitarra.

O álbum começa roqueiro, logo se torna balada, e finaliza com um tema como Radio Elvis, que parece não pertencer a esse disco. Por quê?
Essa canção é muito estranha. É uma experiência e nem sequer estava no repertório oficial. Ainda assim, o produtor me disse um dia que queria repassar a canção numero 8, que nesse momento nem tinha nome nem nada, A repassamos e nos encantou. Escrevi a letra duas semanas antes de gravar.

Qual a razão pela decisão de mostrar primeiro La Luz, que apareceu em dezembro?
Queria romper com o esquema estabelecido com minha música. Queria algo diferente, e me pareceu muito enérgica graças a sua conexão com o Caribe.

Você nos tinha acostumado com a presença dos ritmos latinos em seus discos e nesse álbum, são bem escassos. Sentiu falta desses sons?
De jeito nenhum. Tinha muita vontade de voltar ao som do rock e queria recuperar desde a honestidade. Não foi imposição, e sim puro sentimento.

Qual é a contribuição fundamental do seu produtor, Steve Lillywhite?
Creio que o mais importante foi sua insistência em gravar só com guitarras acústicas. Isso tem uma explicação e é que, segundo ele, as freqüências das guitarras elétricas ocupam muito a freqüência média, igual a minha voz, assim que me sugeriu dar mais espaço ao meu canto.

Porque insistir em fazer álbuns em um tipo de indústria comandada por “singles”?
Não sei, mas vamos contra o que está passando. Acredito muito nos discos, e quero seguir fazendo. A música está se tornando muito efêmera, mas meus ensinamentos são diferentes. Eu gosto de abrir os discos novos, olhá-los cheirá-los e ver como foram gravados.

Como era pra vc o rock nos tempos do Ekhymosis e como é atualmente?
Nos tempos do Ekhymosis, o rock me fazia sentir medo, porque era uma busca. Atualmente está relacionado com a liberdade e com fazer o que quero. Por exemplo, o rock me deixou trazer o agudo e em um disco elétrico quase não tem guitarras elétricas. Para mim, Joey Arroyo, Jorge Velosa e Diomedes Diaz são nossos roqueiros.


Tradução por Rosangela Di Bernardo.